"Se tivessemos de escolher entre o conhecimento e a virtude, a última seria sem dúvida a melhor escolha, pois é mais valiosa" Dalai Lama.
Sou o guerreiro que não faz a guerra, domino-a com sabedoria. Estudo-a com imparcialidade. Aprendo com ela a não deseja-la, todavia não temê-la.
Estou atento, acordado. Entendo que em yin e yang, só por estar vivo, sou agente. Passivo ou ativo; consciente. Assim, quem sou como aquele que em suas ações promove o conflito, posteriormente: a guerra?
Pequenas ações, costumes e hábitos, no dia-a-dia, como um ciclo promovem a batalha. Por isso pra mim Deus é o equilíbrio dos opostos, a ética universal, o respeito, o amor, a compaixão. O inverso é o desequilíbrio, o egoísmo, o apego, a raiva e o ódio; Satã.
Não que eu seja um deísta, mas esses são conceitos muito sólidos que conquistei com sabedoria e experiência.
Existem duas maneiras de se resolver um conflito e repelir o mal: uma é sendo pior que o outro agente causador, gerando um conflito ainda maior a ponto de provocar a não-resistência alheia. a outra é sendo melhor, numa postura tão humana, flexível, compassiva e resistente que acaba por gerar o "quando um não quer, dois não brigam".
Treino artes marciais tradicionais para o último caso, a situação extrema em que todas as tentativas sábias foram feitas e ainda assim exista o ataque oposto, o qual posso neutralizar não me opondo.
Isso me remete aos dois âmbitos do guerreiro: o espiritual e o material.
O guerreiro espiritual treina e luta com valores éticos; a virtude. A educação e o respeito estão incluídos, além da empatia. Oferece todo seu esforço para Deus como descrito acima, ou apenas ao todo em consciência. Não se regozija com a fama, o poder, pois compreende perfeitamente a lei de ação-e-reação universal.
O guerreiro material busca reconhecimento na fama e no poder. Luta por ambos e pelo dinheiro. Faz do conhecimento sua arma e sofre gerando sofrimento para o mundo.
Quem sou eu sei, e você?
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